segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brilha a estrela de Hillary

Após aparecer como favorita no início da corrida democrata para as eleições presidenciais americanas de 2008 e ser preterida pelo seu partido em favor do então futuro presidente dos EUA, Barack Obama, a ex-senadora Hillary Rodham Clinton parecia, para muitos, ter sua carreira política finalizada.

No entanto, depois de humilde e sabiamente ter aceitado o cargo de Secretária de Estado, a senhora Clinton adquiriu status de estrela na política internacional, não apenas pela visibilidade que a magnitude de seu posto naturalmente fornece, mas sim por suas opiniões e ações.

O ponto alto desta virada deu-se na última semana em dois momentos cruciais: um discurso emocionado e emocionante em favor dos direitos humanos perante as Nações Unidas, em Genebra, na Suíça e a sua posição frente às suspeitas de fraude nas eleições russas.

Mas o que estes dois eventos apresentaram de tão importante, sendo que à primeira vista parecem corriqueiros levando-se em conta que Hillary é a secretária do governo americano para assuntos internacionais?

O primeiro deles marca definitivamente o apoio do governo dos Estados Unidos da América em defesa dos direitos de homossexuais em todo o mundo, inclusive estimulando nações parceiras e que recebem ajuda americana a coibirem o preconceito e um alerta àquelas nações que ainda tratam os homossexuais como criminosos e permitem a violência contra este grupo. Depois de prometer, em campanha, lutar pelos direitos de um grupo ainda tão marginalizado, a administração Obama, que já havia conseguido, no Congresso, derrubar uma política discriminatória do exército, dá mais um sinal claro de respeito aos direitos LGBT.

Enquanto isso, o discurso endurecido em relação às eleições na Rússia, supostamente fraudulentas, ganha destaque por Hillary não ter tido receio de mexer num vespeiro provocando a ira do Kremlin, uma vez que mesmo após 20 anos da queda da URSS, ainda há um clima de tensão entre os dois países, como ficou comprovado nos últimos dias. Tanto é verdade que, para tirar a legitimidade de movimentos populares, na Rússia, sempre se usa uma estratégia bem conhecida e sucedida: acusar os manifestantes de serem estimulados pelo governo dos EUA. Porém, ao menos inicialmente, o efeito esperado pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin não foi alcançado, pois as manifestações ganharam corpo nas principais cidades e se espalharam pelo país.

Com tais atitudes, Hillary, ao menos em matéria de política internacional, vem conseguindo ofuscar o outrora concorrente Barack Obama, que além de tudo enfrenta resistência em seu país por conta da dificuldade em resolver os problemas da economia. É certo que Obama será o candidato democrata em 2012, mas, para muitos, fica a sensação de que, com Hillary na Casa Branca, teríamos mais coragem e firmeza.

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