sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dica de Leitura: "Cem Anos de Solidão"

Muita gente boa já leu este livro, mas fica a dica para quem ainda não teve a oportunidade. Boa leitura!

Considerada uma das obras mais importantes da Literatura em língua espanhola e alçada à categoria de clássico da literatura mundial, “Cem Anos de Solidão” possibilitou a conquista do Prêmio Nobel de Literatura pelo colombiano Gabriel García Márquez em 1982, fato louvado até hoje pelo meio literário latino-americano.

A história tem como fio condutor a árvore genealógica da família Buendía, a partir da união de José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. A trajetória do clã é caracterizada por ser cíclica, isto é, uma sucessão de acontecimentos similares que se repetem com diferentes personagens perpetuando-se geração após geração.

O patriarca é responsável pela fundação de Macondo, povoado onde se apresenta a saga, permeado por peculiaridades como uma epidemia de insônia, um período de chuva prolongado durante anos, além de alta taxa de fecundidade de animais criados para subsistência humana.Acontecimentos fantásticos dão o tom da narrativa, tornando-a interessante e dando-lhe cor, movimento e cheiro.

O apogeu e declínio do povoado se confundem com o da família, demonstrando assim a forte ligação que existe entre estas duas entidades da obra. Não se sabe se as coisas começam a desandar para os Buendía a partir do momento que Macondo deixa de ser um lugar agradável para se viver ou se o vilarejo reflete a crescente desorganização no âmago dos José Arcadio e Aurelianos Buendía.

Há ainda um mistério a ser decifrado a partir dos pergaminhos de Melquíades, um velho cigano que percorre e parece assistir de camorote a tudo que acontece no solar dos Buendía. Alguns deles dedicam-se a esta tarefa, até que o último deles consegue compreender o que há escrito naqueles papéis.

Além de todo o viés mágico, incluem-se na obra fatos políticos como a luta entre liberais e conservadores pelo poder, guerrilhas, acontecimentos históricos deturpados, generais, caudilhos e influência religiosa tão marcantes nos países latino-americanos. O autor, apesar de construir uma obra de ficção, não furta-se a oportunidade de ligar-se ao que acontecia a seu redor.

Mais do que uma narrativa bela e que prende o leitor, “Cem Anos de Solidão” é leitura obrigatória por sua relevância literária e histórica. Aclamada por público e crítica nos últimos 43 anos, certamente será figura presente no topo das listas de livros clássicos.

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