sábado, 13 de setembro de 2014

Pasadena, pré-sal e novas fontes de energia

O PT é tão simplista... Quer dizer que buscar utilizar outras fontes de energia é ser contra o futuro do Brasil? Enquanto o mundo inteiro busca energias limpas e renováveis, nós temos que continuar reféns dos combustíveis fósseis? Isso só prova a visão estratégica limitada do governo.

Estão tentando usar contra Marina essa história do pré-sal como fizeram com a história das privatizações e o PSDB e venceram três eleições manipulando e apelando para um falso nacionalismo canhestro.

Quem cai nesse discurso mal sabe que o PT faz todo esse esforço apenas para aparelhar as riquezas do nosso país e isso tem sido danoso demais. Basta ver o que tem sido feito com a Petrobras!

A refinaria de Pasadena está aí para mostrar o que eles fazem com o nosso patrimônio.
Você vai cair nessa armadilha outra vez?

O real e as relações entre Presidente e Congresso

O partido do atraso lançou no horário eleitoral a ofensiva do medo contra Marina. Insinuou que por não ter atualmente a maioria no Congresso Nacional, a governabilidade de um possível governo de Marina seria inviável e conclamou os brasileiros a abandonarem os seus sonhos e voltarem à "realidade".

O fato é que a realidade tal qual o PT a apresenta é tudo o que vem sendo FORTEMENTE REJEITADO por grande parcela da população brasileira. Eles defenderam claramente que para governar é preciso fazer o jogo do toma-lá-dá-cá. Até parece que não estão entendendo o recado que a sociedade está mandando: NÃO aceitamos mais esse modo de fazer política baseado na divisão de cargos e orçamentos.

Marina não é Collor (esse sim aliado do PT e da Dilma) nem Jânio. Ela tem uma carreira política sólida e respeitada mesmo por seus adversários, construída após muitos anos de luta e serviços prestados à nossa democracia.

Quando a "realidade" passa a ser insuportável, é preferível apostar, mudar e acreditar que ela possa ser diferente. É o que está acontecendo neste momento: o Brasil quer construir uma nova realidade.

Estado laico?

Uma pena que no nosso presidencialismo de coalizão os candidatos tenham que se ajoelhar ou se curvar perante os líderes de igrejas evangélicas. Esta situação empobrece o debate, jogando-o para o obscurantismo e impede o avanço da agenda progressista.

Acredito que não se deveria nem dialogar com estes grupos, já que eles não propõem soluções para resolver os problemas da economia, melhorar a qualidade da educação, da saúde. Tudo o que eles desejam é exercer influência para impor seus dogmas, restringir direitos civis e liberdades individuais. Assim, eles ajudam a construir, ao lado dos ruralistas e tantos outros representantes de "lobbies" patéticos, o mosaico de figuras horripilantes que tem se tornado o nosso Congresso Nacional e este processo tem se acentuado a cada eleição que passa.

Não vejo solução no horizonte, uma vez que nesta nossa democracia incipiente as pessoas não conseguem separar muito bem a esfera privada daquilo que é de interesse público nem compreendem o conceito de laicidade.

Talvez o parlamentarismo pudesse ser uma opção, mas não estou certo disso...

Enquanto isso os políticos vão precisar peregrinar ao Templo de Salomão ou temer a ira de uma figura abjeta como Silas Malafaia. Pobre Brasil!

O que "A Revolução dos Bichos" pode nos ensinar

Podemos traçar um paralelo entre o livro "A Revolução dos Bichos", do inglês George Orwell, e o atual quadro político brasileiro.

Em resumo, esta obra relata a história de um grupo de animais de uma fazenda no interior da Inglaterra que se sentia subjugado e maltratado pelos humanos. A partir de uma "revelação", o velho porco Napoleão, reconhecido por sua liderança entre os bichos, conclama-os a se rebelar contra esse domínio, buscando construir um futuro glorioso onde todos os bichos se ajudariam mutuamente e formariam uma comunidade na qual não haveria oprimidos e opressores. Após uma batalha, os bichos conseguem expulsar os humanos e assumir o controle da fazenda.

No entanto, os porcos, por se acharem mais inteligentes e legítimos representantes de todos os animais, resolveram impor a sua vontade, atribuindo a si mesmos uma série de privilégios, inclusive o de se instalar na antiga casa dos seus "donos". Os porcos foram paulatinamente construindo a sua própria verdade, moldando um discurso a fim de justificar sua posição, distorcendo os fatos e recriando o passado de acordo com uma visão que lhes beneficiasse. Os porcos utilizaram a propaganda política e abusaram da ingenuidade dos outros animais para exercerem seu poder. Quando as mentiras não eram suficientes para aplacar os questionamentos, logo eram convocados cães de guarda ferozes para expulsar ou exterminar os dissidentes. No fim das contas, os porcos acabaram prevalecendo, aliando-se aos humanos para horror e amargura dos demais bichos.

Lula (o velho porco Napoleão) chegou ao poder em 2002 prometendo um novo tempo de prosperidade e um governo dos trabalhadores. Ao assumir o comando do país, logo tratou de instalar seus companheiros (os demais porcos) nos principais postos para que pudessem sugar as riquezas que eram de todos (Petrobras e demais estatais). Para aplacar as massas, era necessário criar um inimigo (as supostas elites, sendo que os porcos eram quem agora compunham a nova elite) e reinventar ou apagar o passado (para Lula, o Brasil começou em 2003). Quando esta estratégia apresentasse sinais de desgaste, bastaria chamar a militância (os cães de guarda) para atacar dissidentes e supostos inimigos, vocalizando e reproduzindo as mentiras ditadas pela cúpula. No fim, os porcos (o PT) se juntaram aos humanos (banqueiros, empreiteiras, Renan, Maluf, Sarney, Barbalho, Collor) para espanto, decepção e indignação dos brasileiros que acreditaram no engodo (e dos que não acreditaram também).

Este livro foi lançado em 1945 e é uma sátira do stalinismo na velha URSS. Ainda bem que o estudo da história nos possibilita não reproduzir os mesmos erros do passado. A fome de poder do PT é implacável e o partido tem adotado as práticas mais abjetas e escusas para destruir seus adversários e se manter no poder. Conhecendo esta passagem, podemos buscar fazer diferente enquanto ainda temos essa possibilidade e impedir que esta farsa se repita aqui no Brasil. Eles ainda não prevaleceram.