sábado, 13 de setembro de 2014

O que "A Revolução dos Bichos" pode nos ensinar

Podemos traçar um paralelo entre o livro "A Revolução dos Bichos", do inglês George Orwell, e o atual quadro político brasileiro.

Em resumo, esta obra relata a história de um grupo de animais de uma fazenda no interior da Inglaterra que se sentia subjugado e maltratado pelos humanos. A partir de uma "revelação", o velho porco Napoleão, reconhecido por sua liderança entre os bichos, conclama-os a se rebelar contra esse domínio, buscando construir um futuro glorioso onde todos os bichos se ajudariam mutuamente e formariam uma comunidade na qual não haveria oprimidos e opressores. Após uma batalha, os bichos conseguem expulsar os humanos e assumir o controle da fazenda.

No entanto, os porcos, por se acharem mais inteligentes e legítimos representantes de todos os animais, resolveram impor a sua vontade, atribuindo a si mesmos uma série de privilégios, inclusive o de se instalar na antiga casa dos seus "donos". Os porcos foram paulatinamente construindo a sua própria verdade, moldando um discurso a fim de justificar sua posição, distorcendo os fatos e recriando o passado de acordo com uma visão que lhes beneficiasse. Os porcos utilizaram a propaganda política e abusaram da ingenuidade dos outros animais para exercerem seu poder. Quando as mentiras não eram suficientes para aplacar os questionamentos, logo eram convocados cães de guarda ferozes para expulsar ou exterminar os dissidentes. No fim das contas, os porcos acabaram prevalecendo, aliando-se aos humanos para horror e amargura dos demais bichos.

Lula (o velho porco Napoleão) chegou ao poder em 2002 prometendo um novo tempo de prosperidade e um governo dos trabalhadores. Ao assumir o comando do país, logo tratou de instalar seus companheiros (os demais porcos) nos principais postos para que pudessem sugar as riquezas que eram de todos (Petrobras e demais estatais). Para aplacar as massas, era necessário criar um inimigo (as supostas elites, sendo que os porcos eram quem agora compunham a nova elite) e reinventar ou apagar o passado (para Lula, o Brasil começou em 2003). Quando esta estratégia apresentasse sinais de desgaste, bastaria chamar a militância (os cães de guarda) para atacar dissidentes e supostos inimigos, vocalizando e reproduzindo as mentiras ditadas pela cúpula. No fim, os porcos (o PT) se juntaram aos humanos (banqueiros, empreiteiras, Renan, Maluf, Sarney, Barbalho, Collor) para espanto, decepção e indignação dos brasileiros que acreditaram no engodo (e dos que não acreditaram também).

Este livro foi lançado em 1945 e é uma sátira do stalinismo na velha URSS. Ainda bem que o estudo da história nos possibilita não reproduzir os mesmos erros do passado. A fome de poder do PT é implacável e o partido tem adotado as práticas mais abjetas e escusas para destruir seus adversários e se manter no poder. Conhecendo esta passagem, podemos buscar fazer diferente enquanto ainda temos essa possibilidade e impedir que esta farsa se repita aqui no Brasil. Eles ainda não prevaleceram.

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